Depressão

Sentir tristeza nem sempre representa um problema, desde que não aconteça com frequência ou persista por mais que alguns dias.  

As pessoas sofrem de diferentes tipos de angústias, desde tristeza comum à grave depressão.  Diferente da tristeza, a depressão pode durar meses ou anos. Interfere diretamente na capacidade da pessoa sentir prazer, participar ativamente da vida e interagir com outras pessoas.  Tem efeito negativo na saúde e pode até influenciar em nossa percepção de dor e sintomas físicos. Pode ser classificada como leve, moderada ou grave.

Pessoas com depressão leve ou branda sentem-se tristes, mas são capazes de funcionar. A depressão moderada afeta a vida social, confundindo o estado como sendo da natureza do portador e crenças erradas de que nada pode ser feito pra melhorar. Nos casos de depressão grave a capacidade para realizar tarefas simples fica muito comprometida e levantar-se da cama, por exemplo, ou até mesmo vestir-se é um extremo desafio. Ela faz com que as pessoas tenham uma visão distorcida de si mesmas, do mundo e do futuro.

Sintomas mais comuns de depressão: Infelicidade; culpa; irritação; desamparo; memória fraca; incapacidade de concentração; desesperança; indecisão; baixa autoestima; ideias recorrentes de morte ou suicídio; perda de interesse; choro constante; agitação ou lentidão de movimentos físicos; retraimento social; abuso de drogas, álcool ou comida; alteração do apetite ou peso; sono conturbado; dores físicas e outros sintomas. Segundo o DSM-IV (Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais IV), esses sintomas devem estar presentes na maior parte do dia, quase todos os dias, com período mínimo de duas semanas.

Geralmente a causa está associada à combinação de dois ou mais fatores, como traços de personalidade, história de vida, rígidos padrões de pensamentos, fatos recentes estressantes, fatores ambientais, vulnerabilidade genética ou distúrbios endócrinos (raros casos), e contribuem para o aparecimento do transtorno. Alguns especialistas acreditam que a depressão pode ser causada por falha na distribuição de neurotransmissores cerebrais.

Qualquer que seja a causa, são dois os principais caminhos para a recuperação: 1- Questionar e mudar os pensamentos e crenças auto derrotistas que alicerçam a depressão. 2- Mudar os comportamentos, fazendo coisas que ajudem a sentirem-se bem, como atividades agradáveis, falar com amigos e parentes compreensíveis, praticar exercícios físicos, estabelecer metas e adquirir interesses que podem proteger de cair novamente em depressão num futuro próximo.

O tratamento com um profissional de saúde mental qualificado como um psicólogo ou psiquiatra poderá acelerar a recuperação e evitar recaídas futuras. Nos casos moderados e graves de depressão o uso de medicação apropriada é indispensável em conjunto ao acompanhamento psicológico.

Izabel Cristina de Morais
Psicóloga  –  CRP  17.117

Felicidade

Cobiçada por todos, alcançada por muitos, difícil aos olhos de poucos e impossível a ninguém.

Tema muito abordado pela Psicologia, Filosofia e Religião. Está na essência do ser humano a busca incansável pela felicidade. Não existe um padrão ou categoria que precisamos alcançar para nos considerarmos felizes. O que me faz feliz pode ser motivo de infelicidade para alguém. Podemos ser felizes mesmo quando alguém nos diz o contrário. “Se sou feliz, sou o primeiro a perceber isso!”

Medo e Ansiedade

Quem de nós nunca vivenciou em algum momento da vida o medo e ansiedade?

O medo é uma reação emocional universal e indica que estamos em perigo. É uma resposta automática a um objeto ou situação específica de um perigo real ou não, desencadeando pensamentos de ameaça à nossa segurança. Em muitos momentos o medo auxilia o organismo, mas quando inapropriado, em excesso ou desligado da realidade, deixa de ser um sinal confiável de perigo e passa a atrapalhar, desempenhando papel importante nos quadros complexos de ansiedades .